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Imagem bem interessante de Igor Morski. Talvez nos ajude a entender algumas passagens de Winnicott sobre o papel do pai em fazer o holding ao lado da mãe. Mais que fazer o holding da mãe – ajudando-a, dando a ela a tranquilidade para fazer o holding do bebê – o pai faz também o holding… ajuda a remar o barco.

A imagem ainda traz a criança segurando seu ursinho, objeto transicional, isto é, aquele objeto que é muito mais que representação da mãe: representa o dentro-fora dessa relação, o transicional, o entre-lugar do amor. A figura de Morski é interessante também nesse sentido: reflexos que têm a consistência do real, algo submerso mas tão importante quanto o que está na superfície.

Uma questão: por que o bebê não aparece refletido submerso? Seria metáfora do tempo necessariamente distante da figura paterna típica? O pai trabalha, fica longe de casa, e perde o contato com o filho. No entanto, seu trabalho é ainda parte da sustentação do par mãe-filho.