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Acho incrível que depois da Ditadura ainda consigamos confundir liberdade de expressão com discursos de ódio. Mais incrível ainda que tal confusão seja encampada por Schwartsman.

Ao básico: posso dizer o que quiser, desde que não fira o direito civil e não cercee o direito de livre expressão de outros grupos. Isso é liberdade de expressão.

Para ficar no exemplo do infame candidato: ele pode sim defender o casamento hetero e a família hetero, pode falar q essa forma de amor é mais pura e é modelo moral a ser seguido. Pode até falar asneiras cientificistas. Problema nenhum.

(Se ele tentar publicar isso em revistas de sociologia, antropologia ou psicologia, ele certamente não vai conseguir… mas como é debate político público, como é discurso religioso, ele pode falar… no discurso acadêmico fica restrita a liberdade de expressão pelas regras da ciência e do campo discursivo: há q se provar o q se diz, há q se argumentar obedecendo princípios básicos etc… o q não impede de forma alguma o discurso das ciências humanas ser livre, propor novas hipóteses etc.)

O problema começa quando ele fala que “temos que enfrentar essa minoria”. Isso é crime gravíssimo. Ele está incitando o ódio, não está defendendo um ponto de vista. São coisas completamente diferentes. Ele claramente deseja cercear o direito de pessoas do mesmo sexo se beijarem ou se abraçarem em público, p.ex.

Insisto: ele pode até falar que sente nojinho ou que não concorda com essa forma de amor. Direito dele. Acho tosco, mas é direito dele. Outra coisa é impor uma forma de vida aos outros ou proibir formas de conduzir a vida que em nada ferem a manutenção laço social laico e democrático.

Um argumento q ele usa no debate e é inacreditavelmente presente nessas discussões é a iminente e drástica redução populacional que advirá se legitimarmos o amor gay. O candidato disse: temos 200 milhões e em breve seremos 100 milhões! rs… Isso é tão ridículo, mas é tão revelador quanto ao que realmente está em questão aqui… Que tipo de feroz “contágio” gay será esse? O desejo homossexual é assim tão desejável e perigoso a ponto de todos aderirem a ele? E quem disse que homossexuais não podem ter filhos? (Sem reduzir de novo o fato de ter filhos ao fato de gerar bebês).

Pessoal, nós já vivemos tempos sombrios. Tempos nos quais tínhamos apenas pichação e panfletos anônimos para dizer o que pensávamos. Tempos nos quais dizer o que se pensa poderia nos condenar à morte e à tortura. Isso é não ter liberdade de expressão.

Temos que ter muito cuidado e carinho com esse direito civil fundamental. A democracia torna a parrésia (o dizer verdadeiro, o dizer o q se pensa, e agir tal como se diz) um ato necessariamente solidário. Se eu digo o que penso tenho q necessariamente estar atento ao tipo de efeito que causo no outro. Se o q digo visa limitar direitos civis de terceiros, não posso continuar a dizer. Tenho sim q ser silenciado por esse pacto que tudo me permite dizer, desde que não coloque em risco esse mesmo pacto. É exatamente por essa razão que não se pode ter um partido nazista e nem fundamentalista numa democracia.

Esse é o nosso paradoxo: a gente pode pensar tudo, desde que o que pensemos não coloque em risco as condições políticas de se pensar.

Nesse sentido, defendo sim a impugnação da candidatura desse candidato. O TSE dará um sinal bem claro do nosso compromisso com a democracia e também com a liberdade de expressão.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1525170-analise-punir-fidelix-seria-um-desservico-ao-processo-eleitoral.shtml

Loteria

Há melhor metáfora para se compreender a resistência à realização do desejo que o esquecimento de conferir o jogo de loteria? Sabemos de muitos casos nos quais jogos premiados nunca são requeridos. Esse esquecimento me parece revelador.

Penso no prazer que temos nos sonhos, devaneios e fantasias provenientes da suposta premiação. Boa parte do prazer do jogo, acredito, reside na criação de vidas possíveis, realizações de desejos até então impossíveis. Apostar é viver no futuro do pretérito. Viver a vida sonhando viver outra vida é um romance neurótico. A insatisfação com o presente é uma das faces manifestas do prazer de vidas impossíveis vividas na fantasia. O masoquismo proveniente desse confronto – entre a vida real e as fantasias – é a razão pela qual esquece-se de conferir o prêmio.

O prazer inconsciente de nunca se ter o que se deseja de fato encontra suas raízes na própria constituição subjetiva. Podemos ler o recalcamento originário, condição para a vida psíquica neurótica, como um tipo de renúncia radical à realização do desejo. Ou melhor, a sempre realizá-lo pela mediação da fantasia… nunca diretamente. Devemos ao recalcamento originário o prêmio paradoxal de ter nos livrado dos desejos infantis radicalmente mortíferos. A realização desses desejos implicaria na própria morte do eu (constituído, aliás, para fazer frente, resistir, a esses desejos…). Ao mesmo tempo, deixar de realizá-los é razão de permanente infortúnio, fonte dessas fantasias de outras vidas possíveis. A utopia freudiana do desejo, traduzida nessa metáfora da loteria, é reverter todo prêmio ganho em um novo jogo. (Aliás, Freud, no artigo sobre os princípios do funcionamento psíquico, fala sobre essa mítica utopia ensejada pela alucinação da satisfação proveniente das primeiras mamadas… Examino essa ideia no texto “críticas ao bebê solipsista de Freud”, presente nesse livro.)

Tarefa analítica: entender/elaborar o prazer paradoxal de que nem todo desejo deve ser realizado e que muitos outros podem. Ou ainda: autorizar-se ao prazer/excitação (Lust) com aquilo que se quer; resistir aos aspectos mais mortíferos do desejo. Para voltar à metáfora: um bom percurso analítico mostraria que é uma delícia fantasiar e dar lugar a desejos que não podemos / devemos realizar, ao mesmo tempo em que nos convidaria a ir buscar o prêmio para só então elaborar o devir realidade de algumas de nossas fantasias. Entender que amar não é uma aposta… Entender que a realidade é sempre um tanto inventada: como aquelas sombras que produzimos… Bom, mas essa já é uma outra metáfora.

coelho

Todo-Abismo-é-navegável-a-barquinhos-de-papel

 

Tive a honra de ser convidado para ser o paraninfo de uma turma da Psicologia / UFMG.

Eis o discurso que fiz em homenagem a esse momento mais que especial: http://www.fabiobelo.com.br/wp-content/textos/discursoparaninfo.pdf

Obrigado mais uma vez, pessoal!

 

Convido a todos para o Encontro Nacional de Pesquisa em Psicanálise: os ciúmes dos homens.

Congresso

Programação

 

Silêncio

Silêncio

É que eu não gosto de barulho, sabe? Pra mim, o assalto é rápido. Pano, martelo, tuf. O vidro até faz um barulhinho bom, mas não incomoda. Chato seria acordar as pessoas com a martelada na janela do carro. Assusta, né? Não pode, faz mal. Eu sempre deixo minha marca no chão. É minha assinatura. Um pano de chão dobrado. Cuidadosamente dobrado. Embolado ia perder o charme. A obra de arte se completa se o assaltado pega o pano e leva pra casa. Potlatch. Adorei aquela aula do professor maluco de sociologia na faculdade de direito. Ele falou do potlatch. Desde então não assalto sem deixar algo em troca. Só não tem aquela maluquice de botar fogo em tudo. Potlatch das dádivas e trocas. É até bonito. Até terminar a faculdade demora e preciso ainda vender essas coisas que os burguesinhos deixam no carro pra gente. No fundo, eles querem distribuir renda. Eu só tô ajudando. Tem uns que são trapaceiros mesmo. Ai, ai… Escondem debaixo do banco até notebook. Vai ser burro assim… Bom, mas, trapaceiro tem que ter do próprio veneno, não é não? Como chamava mesmo o cara italiano desse conto? Esqueci. Trapaceiros trapaceados. Acho que era isso. Putz, genial. Só perde mesmo pro Rubem Fonseca. Se bem que eu acho o Cobrador barulhento demais. Melhor ir na manha, só no silêncio. Daqui a pouco tô com o canudo na mão. Melhor que arma. Vou defender depois só quem não fizer barulho. Gente barulhenta tem que mofar na cadeia mesmo. Incomoda as pessoas, né?

Um egoísmo forte constitui uma proteção contra o adoecer, mas, num último recurso, devemos começar a amar a fim de não adoecermos, e estamos destinados a cair doentes se, em conseqüência da frustração, formos incapazes de amar. Isso acompanha mais ou menos os versos do quadro que Heine traça sobre a psicogênese da Criação:

Krankheit ist wohl der letzte Grund / Des ganzen Schöpferdrangs gewesen;  / Erschaffend konnte ich genesen, / Erschaffend wurde ich gesund. [A doença foi sem dúvida a causa final de todo anseio de criação. Criando, pude recuperar-me; criando, tornei-me saudável.]

Reconhecemos nosso aparelho mental como sendo, acima de tudo, um dispositivo destinado a dominar as excitações que de outra forma seriam sentidas como aflitivas ou teriam efeitos patogênicos. Sua elaboração na mente auxilia de forma marcante um escoamento das excitações que são incapazes de descarga direta para fora, ou para as quais tal descarga é, no momento, indesejável. (Freud, ESB, XIV, 101-2; )

Gostaria de usar essa passagem de “Para introduzir o narcisismo” para desenvolver, brevemente, uma ideia: amar não é uma aposta em contraposição ao amar contra o adoecer.

O que é uma aposta? Diz o Houaiss: “ajuste entre pessoas com opiniões diferentes acerca de um fato, que será averiguado posteriormente, devendo aquela que perder ou errar em seu julgamento pagar à outra o valor anteriormente estipulado”. Trata-se, como vemos, de um tipo de disputa, de luta entre dois. Não apenas isso: uma disputa que envolve um tipo de dobra ao derrotado: além da derrota, deve-se pagar algo pelo erro. A palavra “ajuste” na definição não é muito honesta: o fim da aposta não é bem um ajuste, mas uma imposição programada. Travestida de justiça / ajuste, a aposta legitima a imposição do que foi previamente estipulado. A honra dos apostadores, isto é, não colocar em discussão, após finda a aposta, suas consequências, é também um modo de impedir, legitimamente, que se reconverse sobre as condições da aposta.

Apostar tem um sentido muito positivo de se empenhar, acreditar, ter fé, para além do sentido básico de arriscar. O prazer da aposta passa pela confirmação de nossas crenças onipotentes sobre o mundo e o outro. De repente, a certeza de que as cartas virão, o cavalo correrá mais, o dado irá parar em tal número, a sorte virá. Apostadores, no entanto, não param de apostar mesmo depois que ganham. Seria pouco dizer que a motivação é apenas essa: vencer. Temos que pressupor também que a aposta coloca sobre a mesa a imagem arruinada de nós mesmos. Apostar é sempre correr o risco de perder. E essa perda pode muito bem ser atribuída ao azar, ao destino, a um outro. O arruinado pela aposta sempre terá o álibi do acaso para desresponsabilizar-se quanto ao seu desejo de tudo perder. É como se ele precisasse dessa cena de desapossamento, impotência radical de ver o dado em outra posição, o cavalo ficando para trás, as cartas que nunca chegam.

A aposta brinca com essa moeda cujas faces são a onipotência e a impotência. Sabemos como esses pares de opostos funcionam bem em nossa vida psíquica. O que significa então propor que uma relação amorosa é uma aposta? Que estamos sempre entre a onipotência e a impotência diante do outro. É justamente isso o que a psicanálise deseja evitar.

Voltemos à citação de Freud. O egoísmo é uma proteção contra o adoecer e adoecer significa sentir excitações “como aflitivas”, incapazes de serem dominadas. Em contraposição a isso, é necessário trabalho psíquico. Observem: o aparelho psíquico é um dispositivo que faz exatamente esse trabalho de “ligação” / “escoamento” dessas excitações. Jean Laplanche insiste nesse aspecto da pulsão sexual de vida. A tarefa dela é ligar a pulsão sexual de morte, pura “aflição”, puro desligamento… Em grande medida, podemos chamar de amor, trabalho de amor, essa tarefa de nos deixar menos aflitos. Entendam: a onipotência e o desamparo como faces da mesma moeda aflitiva…

E o que isso tudo tem a ver com a citação de Heine? O que isso tem a ver com criar?

Quero desenvolver a tese de que criar é o avesso de apostar. Criar, especialmente se entendido a partir de Winnicott, é dar lugar em si mesmo àquilo que é encontrado no mundo. Para Winnicott, o seio é criado na medida em que ele chega no momento em que o bebê o deseja. Nem muito antes, nem muito depois. E por chegar no momento suficientemente oportuno, o bebê é capaz de criar aquilo que encontra. Quanto mais desencontrada for a relação entre o objeto e o desejo, mais o bebê entrará na situação de aposta. Seja na vertente onipotente, seja na vertente do desamparo. Quanto mais no tempo for a relação, mais capaz será o bebê de amar o seio, isto é, dar conta de suas ausências, de seu modo de existir como independente de si mesmo…

Amar o objeto é ser capaz de tolerar e trabalhar sobre as diferenças entre o seio que inventei-encontrei e o seio que realmente existe. O seio que existe e estará sempre além e aquém daquilo que sou capaz de inventar-encontrar engloba a autonomia radical do outro e fundamentalmente seu inconsciente (algo que o próprio outro não controla). Quando amo não aposto na relação: convido ao trabalho e à criação conjunta de uma área intermediária entre a autonomia radical do outro e o que consigo criar-encontrar dele e nele. Essa área intermediária, transicional, é um espaço potencial. Isso quer dizer que algo da contingência está preservado pelo trabalho de amor. Esse trabalho, na medida em que é criativo, abre-se também ao que ainda não existe. Ao contrário da aposta, no entanto, a criatividade potencial não busca o excesso da onipotência e nem o caos do desamparo. Essa criatividade conjunta, amorosa, busca manter firme os contornos do eu e do outro para que ambos possam fruir, cada um à sua maneira e em seu tempo, desse terceiro espaço que apenas o encontro entre ambos faz aparecer. A aposta é o lugar do perder ou ganhar em detrimento do outro. O encontro criativo e amoroso é o lugar de, simultaneamente, deixar-se inventar pelo outro, inventar-se e inventar o outro.




Chama a atenção o título da matéria e seu conteúdo: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/04/1435877-pesquisa-que-indica-apoio-a-ataques-a-mulheres-esta-errada-diz-ipea-so-26-concordam.shtml

Primeiro: não é “só” 26%. Isso é mais q um quarto da população…

O detalhe que me chamou a atenção foi a outra pergunta: “A questão perguntava aos entrevistados se eles concordavam com a afirmação de que “mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”. Neste caso, 65,1% concordavam, segundo a errata divulgada pelo órgão (na primeira divulgação, esse percentual era de 26%)”.

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1. Narcisismo como interrupção

A foto abaixo de Laura Williams é um ótimo ensejo para pensarmos em como nossa identidade é determinada pelo olhar do outro. Somos, a um só tempo, espelho e reflexo para / do outro. O narcisismo é uma operação psíquica que tenta, em alguma medida, se apropriar desse jogo infinito de espelhos. Eu reflexo do outro que se vê no eu do outro que se vê ainda replicado no olhar daquele outro eu… Esse mis-en-abîme das identificações deve ser interrompido. O narcisismo é o nome dessa interrupção. Um momento de dizer: eu sou eu. Sabemos, no entanto, os riscos do narcisismo. Não por acaso Freud optou por esse mito para descrever esse processo. O risco de perder-se em si mesmo é sempre iminente, na medida em que é convocado sempre esse recalcamento da nossa origem alteritária, especular. Riscos mortíferos do narcisismo. Invisibilizar o espelho: não mostrar nada de si para o outro, não ver nada do outro em si mesmo, não ver, enfim, algo de si no outro…

Qual face?

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Notas p/ um artigo sobre livre-arbítrio:

1. A tese de Agostinho gira em torno de atrelar o mal ao livre-arbítrio. O objetivo é impedir que deus seja responsabilizado pelo mal. Se ele é eternamente bom, não pode ser autor do mal. E por que o mal existe? Porque há o livre-arbítrio. E por que há o livre-arbítrio? Para provar que o homem escolhe a deus e não sua ausência…

1.2. Se tomarmos – um pouco como faz Agamben – algo da teologia como modelo político, não teríamos nesse tipo de tese agostiniana uma das fontes genealógicas da excessiva responsabilização dos mais pobres para sempre resguardar o poder? (Pode-se, evidentemente, dar vários nomes aqui a esse arranjo social: sistema, família, sociedade de bem, homens de bem, sujeitos responsáveis… etc.). Ou seja, por que o sujeito faz o mal? Porque ele escolheu fazê-lo, é responsável por ele. Sua história política, seu lugar-no-mundo social não poderá, no limite, ser usado como argumento ou co-responsabilidade pelo mal.

2. O filmes de zumbi, como contra-exemplo. A questão fascinante nos filmes de zumbis é que eles perdem justamente a capacidade de escolher. São humanos tomados pela fúria (um vírus, uma influência maligna…) e incapacitados de livre-arbítrio. São uma imagem de nós mesmos, ou melhor, desse outro interno que temos que controlar, frente ao qual o tempo todo respondemos como livres. Não ser dominado pelas paixões é sempre o grande diferencial da liberdade. Liberdade se mede, fundamentalmente, a partir da minha relação com esse outro interno. O zumbi é a representação da derrota frente a esse outro. Em espelho, esse outro devora aqueles que resistem a ele…

3. Já insisti, em outro texto, na responsabilidade como charneira indivíduo / social, dispositivo exemplar do poder pastoral. Em que medida o livre-arbítrio só pode ser reconhecido como responsabilidade? Em que medida pode ser questionado na medida em que co-responsabilizamos o entorno social e deslocamos a noção de responsabilidade para a noção de resposta? Esse deslocamento não é justamente a tarefa que o inconsciente, tal como descrito pela psicanálise, impõe à noção de liberdade?

Dia desses, cometi um lapso de memória. Dizia aos alunos que Freud havia escrito que o conflito psíquico era como uma luta entre a baleia e o urso polar. O trabalho analítico, dizia ainda esse Freud imaginado, teria como tarefa fabricar um ringue possível para essa luta.

Qual não foi minha surpresa, ao retomar o texto de Freud, com a promessa de endereçar a passagem correta aos alunos, encontrar algo em nada semelhante à minha lembrança. A luta era entre a psicanálise e outras teorias e nenhum sinal de trabalho para fazer a luta acontecer! Ao contrário: Freud está dizendo claramente que a luta é impossível e que tais controvérsias são infrutíferas. Continuar lendo…